Internauta produz imagem e vira telespectador


Notícia do site O Estado de São Paulo – www.estadao.com.br – 29 de Maio


Tem gente que dizia que pelo menos a internet incentivava a comunicação escrita, não é? Não mais. A rede está se tornando, cada vez mais, uma ferramenta de comunicação audiovisual. De acordo com o Ibope NetRatings, 1,2 milhão de brasileiros acessaram em abril o YouTube, site de vídeos que se tornou um grande sucesso mundial. O número representa 9% do total de internautas. Em dezembro de 2005, haviam sido somente 54 mil.

“O vídeo na internet é a próxima ameaça ao modelo de negócios da mídia tradicional”, afirmou Marcelo Coutinho, diretor-executivo do Ibope Inteligência. “Não tenho dúvida.” Ele destacou, no entanto, que o fenômeno também representa uma grande oportunidade. “Elas podem, na internet, experimentar idéias, testar atores e interagir com a audiência.”

O YouTube foi criado, em fevereiro de 2005, para as pessoas produzirem vídeos e os compartilharem pela internet. O que acontece na prática, no entanto, é que os usuários acabam colocando também na internet muita coisa que eles capturam da televisão e do DVD, apesar do desrespeito a direitos autorais.

Cerca de 6 milhões de pessoas visitam o YouTube todos os dias e assistem a 40 milhões de vídeos. O site recebe mais de 35 mil vídeos por dia. Segundo dados do site Alexa, o YouTube está em vigésimo primeiro lugar entre os sites com mais tráfego da internet.

EVOLUÇÃO
O crescimento do vídeo se deve, entre outras coisas, à expansão da banda larga e das câmeras digitais, inclusive no celular. “Não é um fenômeno isolado, mas uma evolução dos blogs e do podcasting”, afirmou Coutinho. Os blogs são sites pessoais que oferecem principalmente texto e podcasting são arquivos de áudio indexados. Assim como surgiram os fotologs, com fotos, a partir dos blogs, apareceram também os blogs de vídeos, ou vlogs.

Um dos mais famosos é o Rocketboom, noticiário diário de três minutos sobre tecnologia apresentado por Amanda Congdon. Ele recebe mais de 300 mil expectadores por dia. O YouTube criou seus próprios sucessos. Um vídeo em que duas garotas dublam e dançam Hey, música da banda norte-americana Pixies, foi visto 4,8 milhões de vezes em nove meses. Dois garotos chineses que dublam músicas como I Want It That Way, do Backstreet Boys, foram citados em reportagens da revista Wired e do site Slate, do jornal The Washington Post.

CELEBRIDADE
A onda de vídeo pela internet criou até famosos no Brasil, como Jeremias. Ele foi preso enquanto dirigia sua moto embriagado. Sua entrevistado na delegacia para o telejornal Sem Meias Palavras, de Caruaru (PE), começou a circular pela rede. No Orkut, uma comunidade chamada “Jeremias Presidente – 2006” tem 56,4 mil integrantes. Os vídeos no YouTube em que Jeremias aparece foram vistos mais de 276,7 mil vezes.

Enquanto no Brasil as redes de televisão têm medo das operadoras de telecomunicações, nos Estados Unidos elas identificaram como ameaça empresas de internet, como Google e Yahoo. A indústria audiovisual encontra-se no mesmo ponto em que se encontrava a indústria fonográfica há cinco ou seis anos. Hoje, os efeitos da facilidade de reprodução e distribuição trazida pelas tecnologias digitais são sérios. A venda de discos caiu 20% no Brasil ano passado.

Porfírio
Wesley’s Space Blog
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