Em termos de políticas públicas, o País avança tecnologicamente só naquilo que lhe interessa


O Brasil carece de uma política pública de investimentos governamentais em inovação, ciência e tecnologia no setor público.

Temos uma das melhor tecnologia do mundo para controlar a arrecadação de impostos, a melhor do mundo para urnas eletrônicas e a o mais eficiente sistema de controle de câmeras e sensores de velocidade em ruas e rodovias, porque isso interessa aos políticos, de olho nos bilhões arrecadados, interesse ena fábrica de multas e na manutenção do status core da política atual.

Não adianta arrecadarmos impostos se o destino final não é a melhoria da população. Não adianta a tecnologia avançar se não há avanço nas ações no Congresso para o fim último ranço da ditadura militar: voto obrigatório. Não adianta multar, se o dinheiro arrecadado não é destinado a re-educação dos infratores de transito ou se não há investimento para a melhoria da infra-estrutura no sistema público de transporte e no sistema rodoviário e ferroviário.

Enquanto o voto for obrigatório no País, a tecnologia só será usada para dá continuidade a essa atual política de cabresto, de “povo marcado, povo feliz”. E o que é pior: a tecnologia será usada como fins “eleitoreiros” ou mega-investimentos em obras públicas com tecnologia estrangeira, com o fim de desvio das verbas públicas. E o que é pior ainda: no sub-conciente da população a tecnologia acaba ficando com a culpa de tudo, pois no final das contas, se ela “avança tanto”, como não consegue melhorar a vida da população.

Outro investimento tecnológico interessante para os governantes é de política de fortalecimento dos centros tecnológicos para formação de força operadores de máquina qualificada para trabalhar com máquinas e equipamentos. Isso é muito importante, mas não desenvolve  o cidadão a ser apenas uma mão-de-obra qualificada. E não para por ai, porque se aparecer pessoas interessadas em fazer ciência só há dois caminhos: ou a pessoa vai buscar a iniciativa privada fora do Brasil ou vai usar as instituições públicas até ser convidado para ser cientista fora do Brasil. Raros são os casos em que a pesquisa continua aqui no Brasil do início ao fim.

O Brasil carece de uma política pública de investimentos governamentais em inovação, ciência e tecnologia no setor público, com interesse em evoluir o país e a sua matriz tecnológica. Este é caminho que os nosso governantes desconhece, pois desde 1500, a “máquina pública” não criada para desenvolver alguma coisa no país. Foi feita apenas para explorar e tirar proveito de uma terra rica, farta e de uma população totalmente alienada quanto a sua própria existência e futuro.

Sim, a base do problema sempre vai afunilar em direção a problemas na educação, mas gosto de pensar que precisamos de líderes e cidadãos do bem que façam sua parte e arregacem as magas e não vivam pensando só em suas próprias vidas. Ou seja, eu poderia terminar este artigo dizendo que a culpa é do Governo, mas nós podemos nos envolver em ações que visem o bem público, enquanto exigimos que nossos governantes criem políticas públicas de avanço tecnológico no país.

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