Veja como colocar uma cabeça no Gigante que acordou #OGiganteAcordou #ChangeBrazil


QUANDO FALTA CABEÇA, O MOVIMENTO VAI DESTRUINDO ATÉ PERDER FORÇA E SER DESTRUIDO POR SEUS INIMIGOS.

Como dar foco aos protestos iniciados pelo Movimento do Passe Livre e aproveitar o momento para mudar o Brasil.

Como dar foco aos protestos iniciados pelo Movimento do Passe Livre e aproveitar o momento para mudar o Brasil e transformar manifestantes em ativistas políticos.

Ontem (1º/07/2013), cerca de 2000 jovens universitários marcharam em Goiânia, sem um líder, sem uma reivindicação clara, andaram até a porta da Assembleia, não foram recebidos por ninguém, não entregaram um manifesto a ninguém e depois se dispersaram.

Disseram-me que a PM comentou que não teve trabalho algum. A intenção era pararmos na porta da Assembléia Legislativa de Goiás e protestar. Foi ai que a imprensa chegou e perguntou para quem tava com o megafone: “Onde vocês vão fazer o protesto?

CALMA QUE A JUVENTUDE É ANIMADA, MAS AINDA NÃO SABE PROTESTAR!

Pra começa esse é um movimento político sim! As elites não querem que todos pensem assim e é essa a mensagem que está sendo passado pela imprensa reacionária quando dizem: “Um grupo de manifestantes apolíticos se reuniu…” ou “O grupo de manifestantes é apartidário…“. Agora, dizer que é um protesto apartidário é uma coisa. Proibir e inibir a entrada de partidos e sindicatos no protesto é outra! E a animosidade contra os partidos políticos ainda é ressaltada pela imprensa, pois as elites não querem q essas manifestações amadureçam.

Para piorar, alguns exaltadinhos descabeçados ateam fogo a carros da imprensa e a imprensa passa a abafar propositadamente o movimento. O resultado é que temos um protesto com reivindicações de esquerda, mas feito por jovens com pensamento de direita, sem aliança nenhuma, sem líderes, ideais, sem foco, em pé-nem-cabeça.

Falei com os organizadores pela página do evento. Disse q eles precisam se reunir antes com os manifestantes e definir a pauta de reivindicações. Eles tem q definir um foco, tem avisar na imprensa onde eles vão protestar e dizer q estarão na porta de algum órgão público para entregar um manifesto por escrito e assinado por todos os manifestantes.

Não adianta improvisar na hora para não dar em nada. As pessoas passam a desacreditar no movimento. O pior é que é isso q as elites querem: que não haja mudança, pois a mudança seria uma perda para eles. E o pior ainda é que a maioria da população está na cômoda expectativa de que os jovens vá para rua, lutem por todos, doando seu tempo e sua vida.

O CLASSE MÉDIA COM PENSAMENTO DE DIREITA PROTESTA, MAS NÃO VIRARÁ ATIVISTA POLíTICO

Ontem, enquanto eu, com um pequeno grupo de manifestante tentavamos desviar o trânsito da Av. 85 para a Rua 9, tive um diálogo rápido com um cara de dentro de um carro:

— Vocês estão protestando contra o que?
— São várias coisas, mas pra mim o mais importante é a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto Lei que transforma a corrupção um crime hediondo.
— Legal, parabéns! Se eu também estivesse atoa eu iria protestar também.

Pois é, gente, eu que estive atoa, inclusive até agora, escrevendo esse texto, sou jovenzinho de 20 anos, ando de ônibus, não tenho plano de saúde, não tenho família para cuidar, não tenho trabalho com obrigações, não sofro com o trânsito caótico, então tenho tempo de sobra pra ficar atoa e brincar de protestar.

A classe média goiana é fogo de palha e conformista. Acha q bastou fazer um protesto só no dia 20/06 e tá bom! É assim em todo o Brasil. Outros se justificam dizendo que não vão mais protestar, pois não concordam com a maioria das reivindicações. É mais fácil justificar para si mesmo seu próprio comodismo e torcer pela juventude pela televisão por assinatura, comendo um sanduíche.

É com isso que o governo de Goiás conta! Existe também uma esquerda partidária que torce contra para se vingar da hostilização de seus partidos nos primeiros protestos. Mas, como dizem a luta continua. Creio que o momento é de “doutrinação express” dessa juventude, sem manual de guerrilha urbana e sem entender as regras do poder.

Pela reação que você teve ao ler esse texto até aqui, podemos diagnosticar de que lado você está:

  • PREOCUPAÇÃO E INDIGNAÇÃO: Você é um dos líderes dos protestos;
  • REFLEXÃO: Você é um dos entusiastas/torcedores dos protestos;
  • DECEPÇÃO: Você é um manifestantes de última hora e imediatista;
  • COMEMORAÇÃO: Você é contrário aos protestos;
  • FOCO E MOBILIZAÇÃO: Você é um guerreiro como eu.

COMO CRIAR O CÉREBRO DO GIGANTE

Não existe só uma receita, mas uma base é certa: a consciência de que é preciso dar foco ao movimento antes que seja tarde de mais.

Há também uma galera bem exaltada, pronta para pegar em armas e ir pra cima de polícia e invadir prédios públicos como em Porto Alegre. Eles estão impacientes com a liderança “facebookana” que não dá as caras. O ideal deles é derrubar governos, mas para mim, fazer isso é repetir erros do passado.

Fechar Congresso, hostilizar a imprensa, dizer que o povo não quer mais partidos político, que todos são apartidários, começar a quebradeira de prédios públicos e começar a desestabilizar as instituições públicas, é chamar os militares para assumirem o poder e instaurar uma nova ditadura militar.

Agora se esses extremistas tanto de direita como de esquerda, conseguirem unificar com a liderança “facebookana” fazendo com que alguns deles mostrem a cara e se eles conseguirem mobilizar os jovens da classe média para os próximos protestos, os próximos protestos inevitavelmente serão com quebradeira: um prato feito para a imprensa sensacionalista e comprada. E o pior é que atrás desses “exaltadinhos” vem sempre bandidos oportunistas que em outras capitais estão aproveitando para cometer assaltos e saqueamentos.

Não adianta! É preciso botar medo sim, mas nos governantes e não na população! Eu espero que os jovens se preocupem sim, reflitam sim, mas foquem numa pauta unificada de reivindicações.

SUGESTÃO PARA A CRIAÇÃO DA CABEÇA DO GIGANTE:

  1. Mobilizar: convoquem a galera para dar a sua opinião na Praça Universitária. Levem carro de som, megafone e comecem a criar “o cérebro do gigante”.
  2. Escolher 10 reivindicações práticas: Por exemplo: “Aprovação da Lei Tal pelo Congresso Nacional” é prático? Baseado em que? Em que crime? Vão conseguir? Como vão conseguir? Pra quem será entregue a reivindicação? Qual o prazo será dado?
  3. Votar e escolher 3 principais reivindicações: numa folha coloquem as 10 principais e distribua para a galera votar em apenas 3. As folhas com mais de 3 votos serão consideradas nulas.
  4. Apurar o voto das 3 principais reivindicações: Após a apura, criem um manifesto por escrito, bem redigido e com os prazos para o poderes públicos cumprirem.
  5. Criar a petição pública: Use o http://change.org ou http://peticaopublica.com.br o manifesto e divulguem para todos assinarem e viralizarem.
  6. Dialogar: Não dá para fazer manifestação sem o apoio de grupos políticos por mais que tenhamos achado que eles falharam ou se venderam ao sistema. É preciso abrir o diálogo com entidades classistas como a OAB-GO, MP-GO, TCE (obter informações), sindicatos e partidos de esquerda, líderes dos movimentos em outros estados e até os Anonymous.
  7. Organizar as tarefas: Os líderes tem que criar pautas de trabalho e aprender a delegar. É preciso fazer muitas reuniões e organizar, dar mobilidade ao gigante.
  8. Comunicar: A comunicação tem que ser clara e é preciso um porta-voz unificado do movimento em Goiás. Alguém que tenha autorização para falar pelo movimento pelas redes sociais, com as autoridades, etc. O ideal seria ter uma fan page no Facebook e um blog no WordPress, assim, se eles tirarem um do ar, a gente tem outro para continuar.
  9. Marcar a data: Verifiquem com os líderes do movimento fora de Goiás qual a pauta de protestos e o melhor dia para o protesto.
  10. Engajar: Uma vez marcada a data, é preciso fazer uma concentração na Praça Universitária novamente, para explicar o foco dos protestos e distribuir o manifesto impresso e o material de divulgação para o protesto, buscando o engajamento consciente dos manifestantes, para que eles passem a ser militantes.
  11. Imprimir os votos: Imprimam todos os votos de todos os manifestantes para levar para o representante do órgão público.
  12. Protestar: É preciso:
    1. Traçar o trajeto,
    2. Avisar ao órgão público que os lideres estarão levando o manifesto com as assinaturas e negociar os prazos de execução.
    3. É preciso avisar quais as ruas que serão fechadas pela multidão, para que os patrões possam dispensar seus funcionarios mais cedo.
  13. Monitorar:
    1. Quantidade de pessoas no protesto (dois ou três tem que ficar em um lugar alto na frente e esperarem passar todos para fazer a estimativa).
    2. Gravar vídeos (além de ser importante documentação, ainda inibe a violência policial, violência de motoristas e coibir o vandalismo).
    3. Monitorar as datas de cada etapa do projeto e alertar para o cumprimento ou atrasos deadlines diárias.
    4. Monitorar os prazos dados aos governantes e prestar relatórios aos ativistas.
    5. Monitorem as ameaças vindas de dentro e de fora. Monitorem suspeitos de agente infiltrados e isolem eles, dando pistas falsas. Monitorem a ação da imprensa para saber como ela está formando a opinião da população. Monitorem o comportamento e os pronunciamentos dos governantes. Monitorar tudo é trabalhar com uma central de inteligência, estudando todos os cenários possíveis.
  14. Avaliar: Criem um Plano de Ação 5W2H e avaliem as ações tomadas e vejam o que foi bom e o que foi ruim. Avaliem o desempenho dos líderes e delegados (aos quais foram delegadas tarefas). Firmem e motivem a todos para que não desvirtuem o movimento.

Somente assim, poderemos dar foco as manifestações, criando engajamento de verdadeiros ativistas políticos, preparados para protestar, para influenciar, com formadores de opinião, com poder para reivindicar os direitos do povo, de forma legítima e botando medo na cambada de corruptos.

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