Natal: Uma Festa Pagã


img_2883Conheça a história por trás da história

NATALIS SOLIS INVICTUS

Quase dois bilhões de cristãos no mundo inteiro comemoram o Natal, alegando que “Jesus nasceu no dia 25 de dezembro”.

Apesar de as Escrituras não mencionarem nada a este respeito, insistem os cristãos em celebrar a data, ignorando um fato de extrema relevância: A FESTA NATALINA É PAGÃ E IDÓLATRA, E NUNCA FOI COMEMORADA PELOS PRIMEIROS DISCÍPULOS DE YESHUA.

Já se lecionou, em outro estudo, que Yeshua provavelmente nasceu na festa de Sukot [Tabernáculos], existindo inúmeros indícios nas próprias Escrituras a este respeito (confira em: http://www.judaismonazareno.org/news/chag-hasukot-e-o-nascimento-do-mashiach-a-tora-viva1/)

Estudaremos como surgiu o mito do nascimento em 25 de dezembro, o Natal, bem como a correlação deste evento com práticas abomináveis aos olhos de YHWH.

RAÍZES DO PAGANISMO BABILÔNICO

Consoante Bereshit/Gênesis 3:15, YHWH proclamou que da semente da mulher nasceria aquele quem daria um golpe na cabeça da serpente (HaSatan/Satanás). Apregoa a tradição judaica, consignada nos Targumim, que existiria uma batalha entre os filhos da mulher e a serpente, e que esta seria finalmente abatida pelo Rei Messias:

“E será que, quando os filhos da mulher obedecerem à Torá e executarem suas instruções, eles estarão preparados para te bater na cabeça e para matar-te [a serpente]. E quando os filhos da mulher abandonarem as mitsvot (mandamentos) da Torá e não realizarem suas instruções, tu [a serpente] estarás pronta para machucá-los em seu calcanhar, e feri-los. No entanto, haverá um remédio para os filhos da mulher, mas para ti, serpente, não haverá remédio. Haverá um remédio para o calcanhar [dos filhos da mulher] nos dias do Rei Messias” (Targum Yerushalmi).

Enquanto YHWH preparou o Mashiach (Messias) para vir ao mundo e implementar a Torá nos corações humanos, a serpente (HaSatan) tentou desviar os homens do plano do ETERNO através da produção de um falso Messias.

Para promover seu desiderato, HaSatan usou Nimrod (Gn 10:8-10), que foi rei de Bavel (Babilônia) e se tornou um “poderoso caçador perante YHWH” (Gn 10:9). Nimrod criou um sistema religioso idólatra em “Bavel” (Babilônia), que em hebraico significa “confusão”. Nimrod transformou a verdade em mentira, confundido os homens e os levando a práticas ímpias.

Há um antigo livro israelita chamado “Sefer HaYashar” (Livro do Justo/Reto), que é mencionado em Yahushua (Josué) 10:13 e Sh’mu’el Beit (II Samuel) 1:18. Consta do Sefer HaYashar que o propósito de Nimrod, nome que denota “rebelião”, era levar os homens a se rebelarem contra Elohim, por meio da adoração de falsos deuses e do culto ao próprio Nimrod, como se este mesmo fosse uma divindade:

“E todas as nações ouviram falar de sua fama [de Nimrod], e eles ajuntaram-se a ele, inclinaram-se com o rosto em terra e lhe fizeram oferendas, e ele [Nimrod] se tornou seu Senhor e Rei, e todos ficaram com ele na cidade de Shin’ar. Nimrod reinou na terra sobre todos os filhos de Noach [Noé], e eles estavam todos sob seu poder e domínio.

E toda a terra tinha uma só língua e as palavras eram de união, mas Nimrod não ia pelos caminhos de YHWH, e ele era mais perverso do que todos os homens, a partir dos dias do dilúvio até esses dias.

E ele fez deuses de madeira e de pedra, e inclinou-se até eles, e se rebelou contra YHWH, e ensinou todos os seus súditos e os povos da terra sobre seus caminhos ímpios…” (Sefer HaYashar 7:45-47).

Quando o poderoso rei Nimrod morreu, sua esposa, Semíramis, arquitetou um plano para manter-se no poder e perpetuar a adoração pagã: afirmou que havia engravidado milagrosamente de Nimrod, já falecido, e que daria à luz um filho chamado Tamuz, a reencarnação de Nimrod.

Assim, em aproximadamente 2000 a.C., HaSatan criou um falso Messias (Tamuz), proveniente da semente da mulher. Tal mulher, que supostamente engravidou sem relações sexuais, passou a ser adorada como “a mãe de Deus” (Madonna), ou “a Rainha dos Céus”. Então, na antiga religião babilônica, surgiu o culto da “Virgem Mãe de Deus” e de seu “Filho”. Este conceito pagão propagou-se e se tornou a fonte de toda a idolatria que cobre a face da terra, uma vez que diversos povos incorporaram tal pensamento profano.

Através do sincretismo, diversas religiões surgiram, adaptando-se as deidades pagãs da Babilônia em suas doutrinas, e alterando assim os nomes. Daí surgiram:

Isi e Iswara (Índia), Ísis e Horus (Egito), Maria e Jesus (Roma), entre outras!

O sincretismo religioso foi tão intenso que a “Mãe de Deus”/“Rainha dos Céus” e seu “Filho” receberam diversos nomes em distintas culturas.

“RAINHA DOS CÉUS” (A MÃE) = Astarote (Israel), Astarte (Fenícia), Ishtar (Babilônia), Afrodite (Grécia), Diana/Cibele (Roma), Ísis (Egito), Maria (divindade difundida pelo Catolicismo Romano por todo o mundo).

O FILHO = Tamuz (Israel), Baco (Fenícia), Tamuz (Babilônia), Dionísio (Grécia), Atis (Roma), Hórus (Egito).

Importa registrar que O CULTO A TAMUZ ESTAVA ASSOCIADO À ADORAÇÃO DO DEUS SOL. Isto foi mostrado pelo ETERNO ao profeta Yechezk’el (Ezequiel), quando os israelitas perpetravam rituais pagãos dentro do próprio Beit HaMikdash (Templo):

“E disse-me [YHWH]: Ainda tornarás a ver maiores abominações, que estes fazem.

E levou-me à entrada da porta da casa de YHWH, que está do lado norte, e eis que ESTAVAM ALI MULHERES ASSENTADAS CHORANDO A TAMUZ.

E disse-me: Vês isto, filho do homem? AINDA TORNARÁS A VER ABOMINAÇÕES MAIORES DO QUE ESTAS.

E levou-me para o átrio interior da casa de YHWH, e eis que estavam à entrada do Templo de YHWH, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o Templo de YHWH, e com os rostos para o oriente; E ELES, VIRADOS PARA O ORIENTE ADORAVAM O SOL” (Yechezk’el/Ezequiel 8:13-16).

Além da adoração pagã a TAMUZ, as Escrituras igualmente narram sobre a idolatria cometida pelos hebreus ao cultuarem ASHT’ROT/ASTAROTE (Jz 2:13; 3:7; 10:6; 1 Rs 11:15, 33), também conhecida como “RAINHA DOS CÉUS”:

“Tu [Yirmeyahu/Jeremias], pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me supliques, porque eu não te ouvirei.

Porventura não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Yehudá [Judá], e nas ruas de Yerushalayim [Jerusalém]?

Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, PARA FAZEREM BOLOS À RAINHA DOS CÉUS, E OFERECEM LIBAÇÕES A OUTROS DEUSES, PARA ME PROVOCAREM À IRA e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira” (Yirmeyahu/Jeremias 7:16-18; vide ainda Jr 44:19-29).

O culto ao deus Sol era tão comum na antiguidade que YHWH advertiu seu povo a não adotá-lo:

“Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas O SOL, e a lua, e as estrelas, TODO O EXÉRCITO DOS CÉUS; E SEJAS IMPELIDO A QUE TE INCLINES PERANTE ELES, E SIRVAS ÀQUELES que YHWH teu Elohim repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus” (Devarim/Deuteronômio 4:19).

“E expô-los-ão ao SOL, e à lua, e a TODO O EXÉRCITO DO CÉU, A QUEM TINHAM AMADO, E A QUEM TINHAM SERVIDO, E APÓS QUEM TINHAM IDO, E A QUEM TINHAM BUSCADO E DIANTE DE QUEM SE TINHAM PROSTRADO; não serão recolhidos nem sepultados; serão como esterco sobre a face da terra” (Yirmeyahu/Jeremias 8:2).

Já que HaSatan e os shedim (demônios) atuam em toda a face da terra, levam os mesmos costumes abomináveis a outras nações. Por tal motivo, as práticas relacionadas, explícita ou implicitamente, ao culto do deus Sol se encontram presentes em quase todas as religiões. Neste sentido, o culto solar também existiu no império persa, centralizado na figura do deus Mitra, o que se passa a expor no próximo tópico.

O SINCRETISMO COM MITRA

Escreveu-se alhures que a fonte primordial do paganismo se iniciou em Bavel (Babilônia) com Nimrod. Este instituiu um sistema idólatra que se difundiu por toda a humanidade, inclusive após a confusão de línguas descrita em Bereshit/Gênesis 11:1-9.

A antiga adoração ao sol foi albergada pelo império persa na figura do deus Mitra. Esta divindade migrou para o império romano, tornando-se proeminente, visto que Mitra era também conhecido como o deus das honras militares:

“Na religião de Zoroastro, MITRA tem lugar secundário; mas, a partir do Cristianismo, logrou tão larga popularidade. Ignoramos inteiramente como esse culto veio do Irã para o oeste. Era particularmente caro aos grandes e aos soldados, que nele veneravam o deus do juramento e da glória militar.

Na época dos Flávios (de 70 a 96 d.C.) COMEÇARAM A AGLOMERAR-SE OS ADORADORES DE MITRA, O SOL INVICTUS, ‘O SOL INVENCÍVEL’. O IMPÉRIO ROMANO TORNOU-SE O MAIOR ADORADOR DO DEUS PERSA.

Como o Sol se ergue cada manhã acima do horizonte, assim Mitra, nascendo, saía de um rochedo; nos templos venerava-se a pedra cônica, DE ONDE EMERGIA UMA CRIANÇA NUA, com boné frígio na cabeça; A DATA DO NASCIMENTO DO DEUS, O NATALIS SOLIS INVICTI, O NASCIMENTO DO SOL INVICTO, FOI FIXADA NO DIA 25 DE DEZEMBRO, QUANDO O SOL COMEÇA SUA CARREIRA ASCENDENTE…” (Dicionário de Mitologias Europeias e Orientais, Tassilo Orpheu Spalding, editora Cultrix, 1973, página 159).

Fica claro, no texto citado, que O NASCIMENTO DE MITRA ERA COMEMORADO EM 25 DE DEZEMBRO, DATA ASSOCIADA AO DEUS SOL. E ESTA É A ORIGEM DO “NATAL”, PALAVRA QUE SIGNIFICA NASCIMENTO.

Consoante as lições do Pastor Protestante Alexander Hislop, na aclamada obra intitulada “The Two Babylons” (As Duas Babilônias), a Igreja Católica Romana promove a adoração de Nimrod e de sua esposa, sincretizados em Mitra, adoração esta que é disfarçada sob o manto do Cristianismo.

M.J. Vermaserem e C.C. Van Essen escreveram:

“Deve-se ter em mente que o ANO NOVO MITRAICO começou no Natalis Invicti, O ANIVERSÁRIO DE SEU DEUS INVENCÍVEL, OU SEJA, 25 DE DEZEMBRO, quando a nova luz aparece a partir da abóbada do céu” (The Excavations in the Mithraeum of the Church of Santa Pricsa in Rome, página 238).

Por ser reputado o “deus Sol”, Mitra é representado com um sol em sua cabeça.

Percebam o sincretismo religioso: Mitra, que tem o sol na cabeça, nasceu em 25 de dezembro. Por sua vez, a Igreja Católica Romana decretou que Jesus também nasceu na mesma data, bem como o representou com o sol brilhando em sua cabeça.

OUTROS ELEMENTOS PAGÃOS DO NATAL

Prelecionou-se anteriormente que a origem do Natal remonta ao nascimento do deus Sol, Mitra, personagem de destaque no império romano. Não obstante, a procedência remota do Natal se vincula à religião babilônica. Neste sentido, no renomado livro “The Two Babylons” (As Duas Babilônias), Alexander Hislop escreveu que o Natal está associado a Nimrod e à Rainha dos Céus, sincretizados em plúrimas religiões, e que o dia de Natal era observado por vários povos pagãos, adoradores do Sol:

“QUE O NATAL ERA ORIGINALMENTE UMA FESTA PAGÃ ESTÁ ACIMA DE QUALQUER DÚVIDA. A época do ano e as cerimônias com que é celebrado provam sua origem. No Egito, o filho de Ísis, o título egípcio para a RAINHA DO CÉU, nasceu neste mesmo tempo, sobre o tempo do solstício de inverno. O PRÓPRIO NOME PELO QUAL O NATAL É POPULARMENTE CONHECIDO ENTRE NÓS – DIA DE YULE – PROVA DE UMA SÓ VEZ A SUA ORIGEM PAGÃ E BABILÔNICA. ‘Yule’ é o nome caldeu para ‘criança’, ou ‘criança pequena’, E O DIA 25 DE DEZEMBRO FOI CHAMADO PELOS NOSSOS PAGÃOS ANGLO-SAXÕES ANCESTRAIS DE ‘DIA DE YULE’ ou ‘DIA DA CRIANÇA’, e a noite que o precedeu de ‘Noite Mãe’, muito antes de eles entraram em contato com o Cristianismo, o que demonstra suficientemente o seu caráter real. NOS VASTOS E GRANDES DOMÍNIOS DO PAGANISMO ESTE ANIVERSÁRIO JÁ ERA OBSERVADO” (The Two Babylons, Alexander Hislop, página 93).

Temos visto, até então, que o Natal tem origem no culto ao deus Sol, que se liga à Rainha dos Céus e ao Filho, recebendo estes os mais variados nomes em diversas culturas. Agora, mister destacar que O NATAL TAMBÉM POSSUI RAÍZES NA FESTA DA SATURNÁLIA, ex vi do ensino contido na Encyclopaedia Britannica:

“Por um tempo, moedas e outros monumentos CONTINUARAM A VINCULAR AS DOUTRINAS CRISTÃS COM A ADORAÇÃO AO SOL, a qual Constantino tinha dedicado anteriormente. Mas mesmo quando essa fase chegou ao fim, O PAGANISMO ROMANO CONTINUOU A EXERCER OUTRAS INFLUÊNCIAS PERMANENTES… O CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO RETÉM NUMEROSOS RESTOS DA FESTA PRÉ-CRISTÃ DENOMINADA DE NATAL, que combina elementos da FESTA DE SATURNÁLIA e do ANIVERSÁRIO DE MITRA” (Encyclopaedia Britannica, verbete “Roman Religion”).

E o que é a festa de Saturnália?

Trata-se de um antigo festival romano, iniciado por volta do século V a.C., que tinha por objetivo honrar o Templo do deus Saturno, conhecido entre os gregos como Cronos. Perdurava uma semana e culminava no solstício de inverno. Caracterizava-se pelos sacrifícios feitos a Saturno, os grandes banquetes com comida farta e a troca de presentes, sendo que estes dois últimos elementos foram posteriormente absorvidos pelo Natal cristão.

Apesar de ser helenista e totalmente distante dos netsarim (nazarenos), o “Pai da Igreja” Tertuliano chegou a criticar os cristãos que já haviam lançado as práticas da Saturnália para dentro do Cristianismo (Sobre a Idolatria, Capítulos 14 e 15). Aliás, desde o primeiro século se fazia presente a absorção de festivais profanos por parte dos gentios, o que levou Sha’ul (Paulo) a exortar os moradores da Galácia (Gl 4:8-11).

Já que o Cristianismo surgiu no início do segundo século como uma religião autônoma e divorciada do Judaísmo Nazareno, este praticado por Yeshua e seus talmidim (discípulos), então, seria natural que o Cristianismo absorvesse elementos pagãos.

Com fundamento na opinião de abalizados especialistas, giza Sha’ul Bentsion que o imperador Constantino unificou o império romano debaixo de uma religião única, o Cristianismo, sincretizando-o com elementos do Mitraísmo:

“Por volta do século 4 DC, o imperador romano Constantino I, um adorador do deus-sol supostamente ‘convertido’, vislumbrou a possibilidade de unificação do império, criando uma religião sincrética que combinava todos esses elementos:

‘O mundo estava plenamente maduro para o monoteísmo ou sua forma modificada, o henoteísmo, mas o monoteísmo se apresentava em diversas vertentes, sob as formas de várias religiões orientais: a adoração do sol, na veneração de Mitra, no Judaísmo e no Cristianismo… Não apenas os gnósticos e outros hereges, mas os cristãos que se consideravam fiéis, guardavam em grande medida a adoração ao sol. Leo o Grande, em seus dias, diz que era o costume de muitos cristãos ficarem de pé nos degraus da igreja de São Pedro e venerarem o sol por meio de referências e orações… Quando tais condições prevaleciam, é fácil entender que muitos imperadores cederam à ilusão de que poderiam unir todos seus súditos na adoração de um deus-sol que combinava em si mesmo o deus-pai dos cristãos e o muito-adorado Mitra; assim o império poderia ser refundado na unidade de uma religião. Até mesmo Constantino, como será demonstrado adiante, por um tempo estimou essa crença equivocada’. (Constantine, Catholic Encyclopedia).

Foi justamente à época de Constantino que as celebrações do Natal do Sol Invicto (Natalis Invicti Solis) foram oficializadas como sendo o aniversário do Cristo Romano – não o Messias bíblico, mas essa figura originária do sincretismo supracitado.

Sobre isso, o historiador J. B. Bury escreve:

‘A data da Natividade foi afixada para coincidir com o aniversário de Mitra (Natalis Invicti, 25 de Dezembro), cuja religião tinha muitas afinidades com a cristã. Este processo não foi o resultado, em primeira instância, de uma política deliberada. Foi um desenvolvimento natural, pois o Cristianismo não podia escapar da influência das ideias que eram correntes em seu ambiente. Mas foi promovida por homens iluminados e condutores na Igreja…

O cálculo dos cristãos do nascimento de Jesus em 25 de Dezembro criou uma oportunidade conveniente para Constantino substituir e transferir a celebração do sol invicto ou Natalis Invicti para Nativitas Domini, a celebração do nascimento do Senhor. A transferência de imagens pôde inclusive ser feita enfatizando Jesus como a vitória da luz conquistando as trevas do mal. O sol novus (novo sol) foi facilmente convertido em uma celebração do ‘sol da justiça.’ À medida que a Festa do Sol tornou-se a Festa do Filho, os líderes da igreja enfatizaram que o naturalismo do culto solar estava sendo substituído pela celebração do supernaturalismo do Eterno enviando Seu Filho, Jesus’. (History of the Later Roman Empire, Volume 1, pg. 373)” (A Verdadeira História do Natal, Sha’ul Bentsion).

Apesar de os antigos cristãos já participarem de festivais pagãos, a decisão do imperador Constantino foi de suma importância, visto que oficializou o paganismo mitraico e a adoração ao deus Sol no seio do Cristianismo, sob o disfarce do “nascimento de Cristo”.

Por volta do ano 350 d.C., o Papa Júlio I decretou que os cristãos deveriam comemorar o Natal, o “nascimento de Jesus”, em 25 de dezembro.

Daí em diante, outros ingredientes idólatras foram incluídos no Natal, provenientes de ritos religiosos de outros povos, agora já cristianizados. Por exemplo, dos anglo-saxões vieram as seguintes práticas: a) o Dia de Yule, que significa “nascimento”, Natal; b) o culto ao deus Odin, ligado ao Dia de Yule; c) a refeição festiva, popularmente conhecida como “Ceia de Natal”; d) o costume de comer porco em tal Ceia; e) as cantatas natalinas; f) o Papai Noel, que tem origem na mitologia nórdica do deus Odin, sendo que este era representado como um homem de longa barba branca e que percorria grandes distâncias com um cavalo, o que posteriormente levou à ideia das renas.

Fato é que o Catolicismo Romano sempre assimilou os hábitos do paganismo com a intenção de propagar uma fé que unificasse todos os povos, por meio de uma crença única e miscigenada. Isto fica bem claro com a ordem do Papa Gregório a Agostinho, o primeiro missionário destinado às Ilhas Britânicas (597 d.C.):

“Não destrua os templos dos deuses ingleses; transforme-os em igrejas cristãs. Não proíba os costumes ‘inofensivos’ que têm sido associados com as velhas religiões [idólatras]; consagre-os para uso cristão” (apud “All About Christmas 2,000 BCE to Date”, escrito por Ed Stevens e editado por James Trimm).

Amalgamou-se ainda à tradição natalina a figura do Bispo de Mira, o São Nicolau católico, que veio a falecer próximo ao Natal, em 6 de dezembro de 345 ou 352 d.C. Sobre tal personagem, atesta a Enciclopédia Católica:

“Os numerosos milagres que se diz que São Nicolau operou, tanto antes quanto depois da sua morte, são acréscimos de uma longa tradição… nos Estados Unidos e em alguns outros países SÃO NICOLAU FICOU IDENTIFICADO COMO PAPAI NOEL, QUE DISTRIBUI PRESENTES PARA AS CRIANÇAS NA VÉSPERA DE NATAL”. (Catholic Encyclopedia, verbete St. Nicholas of Myra).

A Revista “Época” explica a associação do Papai Noel com o São Nicolau católico:

“A figura do Papai Noel reflete bem essa mistura. De certa forma, ele existiu. O BISPO NICOLAU nasceu por volta do século III, na região conhecida hoje como Turquia, e era famoso por sua paixão pelas crianças. Rico, costumava distribuir presentes, inclusive jogando-os pela janela. Em pouco tempo, a história do velhinho e sua extrema bondade espalhou-se também pela Grécia e pela Itália. ALGUNS AFIRMAVAM QUE NICOLAU OPERAVA MILAGRES, MESMO APÓS SUA MORTE. FOI ENTÃO QUE A IGREJA CATÓLICA DECIDIU TORNÁ-LO SANTO E SUGERIU QUE O DIA DE SÃO NICOLAU FOSSE COMEMORADO JUNTO COM O NASCIMENTO DE JESUS, NO DIA 25 DE DEZEMBRO.

De bispo bondoso, Nicolau passou por uma verdadeira metamorfose. Em 1809, o escritor Washington Irving popularizou a história de São Nicolau nos Estados Unidos, descrevendo Santa Claus (seu apelido em inglês) como um duende gorducho que aparecia nas noites de Natal e distribuía presentes montado num cavalo voador. O surrealismo da história não impediu que essa imagem fosse gravada no imaginário popular. Mas foi apenas em 1931 que Santa Claus ganhou a famosa vestimenta vermelha e branca, graças à Coca-Cola. O que era apenas para ser uma campanha publicitária para aquele ano acabou ganhando o mundo”.

No texto acima transcrito, afirma-se categoricamente que São Nicolau fazia milagres “mesmo após a sua morte”, ou seja, A FIGURA DO PAPAI NOEL ESTÁ UMBILICALMENTE LIGADA À INVOCAÇÃO DE MORTOS. Já que os católicos cultuam os mortos, principalmente os denominados “santos”, canonizados pelo Papa, passaram a reverenciar São Nicolau como Papai Noel, fazendo-lhe pedidos, o que é abominável aos olhos do ETERNO:

“Quando entrares na terra que YHWH teu Elohim te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, NEM QUEM CONSULTE OS MORTOS; POIS TODO AQUELE QUE FAZ TAL COISA É ABOMINAÇÃO A YHWH; e por estas abominações YHWH teu Elohim os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como YHHW teu Elohim. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, YHWH teu Elohim não permitiu tal coisa” (Devarim/Deuteronômio 9:14)

Registra-se ainda que a denominada “ÁRVORE DE NATAL” tem origem remota na religião babilônica, sendo usada para representar Tamuz, nome que significa “broto, rebento”, e que é uma clara falsificação do verdadeiro Mashiach, o “broto/rebento” (hebraico:netser) de Yishai (Jessé) mencionado em Yeshayahu/Isaías 11:1.

Moedas antigas foram encontradas retratando um toco de árvore (que representa o morto Nimrod) e uma pequena árvore que cresce nas proximidades (Tamuz). Os israelitas idólatras promoviam seus rituais debaixo de árvores:

“… contudo em todo o outeiro alto e DEBAIXO DE TODA A ÁRVORE VERDE TE ANDAS ENCURVANDO E PROSTITUINDO-TE” (Yirmeyahu/Jeremias 2:20).

“Somente reconhece a tua iniquidade, que transgrediste contra YHWH teu Elohim; E ESTENDESTE OS TEUS CAMINHOS AOS ESTRANHOS, DEBAIXO DE TODA A ÁRVORE VERDE, e não deste ouvidos à minha voz, diz YHWH” (Yirmeyahu/Jeremias 3:13).

Também era costume dos hebreus apóstatas o enfeite da árvore para a adoração de ídolos:

“(…) Porque os costumes das nações são desprezíveis;

Porque a ÁRVORE DA FLORESTA ele corta, obra das mãos de um trabalhador com machado.

COM PRATA E COM OURO ELE A ENFEITA…” (tradução literal de Yirmeyahu/Jeremias 10: 3-4, diretamente do hebraico).

No texto acima, não fica claro se havia o culto à própria árvore ou ao ídolo dela decorrente. Para alguns estudiosos, a passagem transcrita refere-se ao enfeite da árvore com fins idólatras (vide “All About Christmas 2,000 BCE to Date”, escrito por Ed Stevens e editado por James Trimm).

Ensinam Ed Stevens e James Trimm que os egípcios usavam palmeiras e os romanos PINHEIROS para a adoração de seus deuses, o que posteriormente resultou na “Árvore de Natal” (Ob.Cit.).

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PONTOS DESTE ESTUDO

Para facilitar a compreensão das informações já expendidas, compendiam-se as teses apresentadas nas seguintes proposições objetivas:

1) os primeiros talmidim (discípulos) de Yeshua nunca comemoraram o Natal;

2) é bem provável que Yeshua tenha nascido na festa de Sukot, que recai entre setembro ou início de outubro;

3) sabendo que o ETERNO prometeu a vinda do Mashiach, HaSatan preparou um falso Messias para ser adorado, bem como ídolos que desviariam a atenção dos povos;

4) na antiga religião babilônica surgiu o culto à “Mãe de Deus” e a seu “Filho”, o que se propagou para diversos povos após a confusão de línguas narrada em Bereshit/Gênesis 11;

5) povos pagãos cultuavam o deus Sol (Devarim/Deuteronômio 4:19 e Yirmeyahu/Jeremias 8:2), e celebravam o seu nascimento;

6) o culto solar do deus Mitra era corrente no império romano, e seu nascimento era comemorado em 25 de dezembro. Esta é a origem do “Natal”, palavra que significa nascimento;

7) os antigos cristãos participavam de festas pagãs, o que é narrado pelo “Pai da Igreja” Tertuliano. Sha’ul (Paulo) criticou os cristãos que celebravam tais festas profanas (Gl 4:8-11);

8) o “convertido” imperador Constantino unificou o império romano debaixo de uma única religião, o Cristianismo, sincretizando a nova fé com elementos provenientes das outras religiões idólatras. Então, a pagã festa de Natal passou a fazer parte do Cristianismo, oficialmente;

9) o Natal cristão também recebeu a influência da festa de Saturnália, que homenageava o deus Saturno. Na Saturnália, havia ceia com fartura de comida e troca de presentes;

10) por volta de 350 d.C., o Papa Júlio I decretou que os cristãos deveriam comemorar o Natal, o “nascimento de Jesus”, em 25 de dezembro;

11) com o passar do tempo, outros elementos profanos foram acrescentados ao Natal como, por exemplo, as práticas do Dia de Yule e do culto ao deus Odin, a Ceia de Natal, as cantatas natalinas e o Papai Noel;

12) a figura do Papai Noel é uma miscigenação do deus Odin, homem de longa barba branca e que percorria grandes distâncias montado em um cavalo, com o São Nicolau católico, que mesmo após a sua morte realizava milagres. Posteriormente, por meio da campanha publicitária da Coca-Cola, o Papai Noel adquiriu roupas vermelhas e brancas e se tornou famoso em todo o mundo;

13) a utilização de árvores para fins idólatras tem origem remota na religião babilônica. Muitos hebreus chegaram a prestar cultos profanos debaixo de árvores, bem como enfeitá-las em homenagem aos deuses. Costume análogo foi observado pelos egípcios e pelos romanos. Tudo isto terminou por ser sincretizado na Árvore de Natal.

CONCLUSÃO

Constatando-se a origem maligna do Natal, todo o verdadeiro talmid (discípulo) de Yeshua HaMashiach NÃO deve participar de tal festa pagã e idólatra.

Ainda que o Natal se apresente como algo aparentemente inofensivo, as Escrituras prescrevem:

“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Mishlei/Provérbios 14:12).

YHWH sempre ordenou que seu povo se afastasse dos costumes das nações, visto que estão impregnados de coisas abomináveis:

“Quando entrares na terra que YHWH teu Elohim te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações” (Devarim/Deuteronômio 18:9).

E a Torá adverte:

“Não seguirás a multidão para fazeres o mal” (Shemot/Êxodo 23:2).

Yeshua nos ensinou a fugir daquilo que parece elevado perante os olhos da sociedade, mas que é desprezível aos olhos de YHWH:

“… porque o que entre os homens é elevado, perante Elohim é abominação” (Lucas 16:15).

Sha’ul (Paulo) foi enfático:

“Não participem das obras infrutíferas das trevas…” (Efessayah/Efésios 5:11).

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre o Mashiach e HaSatan? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o Santuário de Elohim com os ídolos? Porque vós sois o Santuário do Elohim Chayim, como Elohim disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Elohim e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz YHWH; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei” (Curintayah Beit/II Coríntios 6:14-17).

Destarte, antes os argumentos bosquejados, é de clareza solar que os primeiros talmidim (discípulos) de Yeshua NUNCA celebraram a profana festa conhecida como Natal, razão pela qual NÓS TAMBÉM NÃO PARTICIPAMOS DA CEIA DE SHEDIM (DEMÔNIOS).

Fonte: Judaísmo Nazareno

http://www.judaismonazareno.org/news/natal-a-grande-mentira-da-serpente/

https://www.facebook.com/judaismonazareno/?ref=ts&fref=ts

Saudações aos amigos da fé no verdadeiro Salvador Filho do Altíssimo ( El Elyion ). Que a paz-plenitude- segurança- prosperidade e a bondade do Senhor estejam com vcs.
A muito tempo desejava trazer à tona este assunto que é polêmico e desagradável para muitos no mundo e quase intocável para os cristãos. Mas o Eterno me inquietou em tempos passados. Eu parti em busca de entendimento sobre o passado. Aprendi que o conhecimento traz peso (responsabilidade,  juizo) sobre nossas vidas.”A ti, pois, ó filho do homem, te constituí poratalaia a casa de Israel;  pois ouvirás a palavra da minha boca e lha anunciarás fa minha parte. ” (Ezequiel 33:7).”E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao qie muito se lhe confiou,  muito mais se lhe pedirá.”  (Lucas 12:48).
Por isso vi a necessidade de escrever isto para as pessoas, não no intento de desrespeitar ninguém,  mas despertar as pessoas das cristandade que NADA SABEM sobre essa data criada à mais de 4.000 ou 5.000 antes da era comum. Pensem:
-Se o Filho do Altíssimo nasceu vinte e cinco de dezembro,  por quê isto NÃO ESTÁ MENCIONADO NAS ESCRITURAS SAGRADAS, a qual todos os crentes e não crentes chamam de “Palavra de D’us”???-Por que povos que não praticam o Evangelho ( Besarot= Boas Notícias) comemoram o Natal?
-Por que o mundo dá tanta importância para esta data, se a Escritura diz que “no mundo jaz o maligno.” (1 Jo.5:19)? O que os pagãos e infiéis querem comemorando o “nascimento do Salvador se não praticam seus ensinamentos”????
-De onde vieram as figuras reverenciadas pelo povo como o Papai Noel, os duendes, a árvore de Natal e o que essas coisas têm a ver com o Natal???
A história por trás da história responderá.Olhando para trás e voltando no tempo (nos dias de Noah / Noé) aprenderemos o que causou tudo isso e como se desenvolveu o paganismo mundial:”E os filhos de Cam são: Cuxe, e Mitzraim, e Pute, e Kanaan.” ( Gênesis 10:6) Cam envergonhou seu pai, Noé. Como punição, este último amaldiçoou Kanaan- Gn.9:25-27. Cuxe conheceu uma mulher: ela era bela aos olhos fe tofos na antiga Babilônia,  mas seu coração era perverso e ambiciosoO nome dela é SEMÍRAMIS. Caso alguém não a conheça, abram suas carteiras e peguem uma nota de Real. É mesma pessoa na figura que todos nós carregamos e nem sequer nos damos ao trabalho de saber que significa essa personalidade no nosso dinheiro. Os norte-americanos possuem um monumento famosissimo e nem desconfiam que sua Estátua da Liberdade é na verdade Colúmbia (Semíramis,que em hebraico= “aquela que carrega no bico um ramo de oliveira”). Da sua relação com Cuxe (o ancestral dos etíopes), nasceu o primeiro conquistador da terra:”E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra. E este foi poderoso caçador diante da face do YHWH;  pelo que diz: como Ninrode,  poderoso caçador diante do YHWH.” (O Eterno- Gênesis 10:8-9). Aqui temos uma expressão hebraista que indica insubordinação deste homem em relação ao Senhor. Ele insurgiu contra a vontade de Eterno e levou na “conversa” multidões com ele a sua rebeldia (seu nome vem da raiz hebraica MARAD = rebelar-se). Lendo os versículos 10-12 constatamos sua obra em prol de seu ego e desejo de independência do Altíssimo. Ele foi o precursor da magia, da astrologia, do culto ao corpo celestial mais venerado pelo homem: O SOL (2 Reis23:5, Ezequiel 8:16, Romanos 1:25).Seu maior feito contra o Pai foi a construção da grande obra maçônica chamada Torre de Babel (hebraico Bavel = portal de El- Poder/Poderoso). Eis aqui o motivo pelo qual o Todo- Poderoso confundiu as línguas: para que os habitantes de Babilônia não falassem mais o HEBRAICO e continuassem seu objetivo: de abrirem portais para o mundo espiritual e invocarem shedim veruachim (espíritos de demônios). O satanismo começou a ser praticado naquela região se alavancou demais. Por incrível que pareça aos que lêem este artigo,  saibam que a língua hebraica foi dada e usada pelo Criador para dar início a tudo que existe.Provas: 1)o nome Adam (homem da terra/ humanidade) vem de Adamá = feito da terra. 2)Os manuscritos cuneiformes encontrados no Cairo ( Egito ) em hebraico a mais de 4.000 anos. 3)A única lingua que possui todos os sons da natureza.
4)A única língua que não possui conexão com paganismo mundial. Segundo a história e tradição do judaísmo, Shem- o filho primogênito de Noé- matou Ninrode e espalhou partes de seu corpo pela terra (essa prática foi incorporada a lei hebraica Torah). No entanto,  a idolatria e o paganismo aumentaram ainda mais. Com a morte de Ninrode,  foi construído em sua homenagem uma estátua de sua figura em Babilônia, que recebeu adoração de todos os homens seguidores da rainha Semíramis, mãe e amante do conquistador de Bavel. Ela declarou que Ninrode não morreu, mas voltou para o seu lugar: o sol. Ele se tornou mais que um corpo celestial. Uma divindade. A rainha de Babilônia (também chamada deusa lua, adorada como mãe e amada do Deus Sol) continuou de forma mais terrível ainda o “ministério” iniciado por seu marido e montou um corpo sacerdotal de homens e mulheres (as virgens vestais), as prostitutas cultuais (Lv.19:29, Dt.23:17-18); criou oconfessionário, a balança da justiça,  a doutrina do céu e do inferno,  o celibato,  os sacrifícios de primogênitos. Tudo que era primeiro deveria ser oferecido à ela (o primeiro animal recém nascido, o primeiro filho, o primeiro dia do ano novo (Reveiion), pois ela e seu sacerdotes estabeleceram o calendário solar de 365 dias. Semíramis (tida por todos na terra como uma VIRGEM, teve relação com um de seus sacerdotes e disse que, mesmo sendo virgem,  foi dado a ela pelo espírito divino um filho. Seu nome é TAMMUZ. ELE NASCEU NO DIA 25 DE DEZEMBRO!  ISSO MESMO. Dia 21 de dezembro o dol se afasta da terra e no dia 25 ele está mais próximo da terra. Neste dia nasceu a reencarnação de Ninrode. Em diversas civilizações existem lendas e histórias à cerca do nascimento do sol. ESTE DIA É CHAMADO DE NATALIS SOLIS INVICTUS = NASCIMENTO DO SOL INVENCÍVEL. Certo dia,  quando Tammuz brincava num bosque, conta-se que um javali ou outro animal feroz o matou. O menino morreu e seu corpo foi encontrado em cima de um tronco apodrecido. Semíramis novamente engana seus adoradores dizendo que Tammuz foi para junto de su pai, pois ele é “Filho do Sol”. E EM SUA HOMENAGEM, FOI ENFEITADA UMA ÁRVORE DE PINHEIRO (Jr.7:18, Jr.10:3, Is.44:14, Dt.16:21- árvore de Asherá = pinheiro). Nefasta, horrenda e quase inacreditável, mas está é a origem da festividade natalina.Agora analisem comigo estas questões:
●Existe na Escritura Sagrada alguma orientação pra se observar o NATAL???
Porque escolher o dia 25 de dezembro pra reunião de amigos e familiares pra comer e beber ou trocar presentes se isso tudo pode ser feito outro dia do ano?
● Diversas divindades ligadas ao SOL nasceram ou são reverenciadas no dia 25 de dezembro. Por que comemorar o nascimento do Mashiach neste dia?
Meu objetivo não é ofender ninguém,  nem mesmo convencer as pessoas a seguir os meus posicionamentos, mas alertar o povo e pessoas que amo a não cairem em erro. Idolatria é pecado.
Não troquem a Palavra do Altíssimo pelos costumes das nações,  doutrinas humanas e pagãs.

■Bases biblicas: Is. 29:13, Mc.7:6-9, 1 Ts.1:9-10, Jr.10:1-3, 2Co.6:16-18)

Referências:Enciclopédia Britânica: Natal- Semíramis- Tammuz e Ninrode;Nascimento do Filho do Sol: “A partir de 354 d.C. algums latinas puderam mudar de 6 de Janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol”.Enciclopédia Católica (edição de 1911): “A festa de Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja… os primeiros indícios dela são provenientes do Egito… os costumes pagãos relacionados com princípio do ano relacionavam-se com a festa de Natal”.Orígenes (um dos “Pais da Igreja”) na mesma Enciclopédia Católica: “não vemos nas Escrituras ninguém que haja comemorado uma festa ou grande banquete no dia do seu natalício.  Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo”.
A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog: “…festa da Brumália (25 de dezembro), que seguia a festa de Saturnália (17  a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus Sol, no dis mais curto do ano… Recordemos que o mundo romano foi pagão. Os judeus messiânicos e crentes no Messias eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com  a vinda de Constantino (no século IV) , o cristianismo foi elevado a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centemas de milhares”.Enciclopédia Britânica, décima primeira edição,  vol.19, pág. 648-649: ” São Nicolau,  o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro… conta-se que presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre… deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data em depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau…
“Papai Noel veio da mesclagem entre São Nicolau e Santa Claus bispo que ajudava pobres e meretrizes).
Agora vejam isso:Santa Claus e São Nicolau→ ajudavam os pobres com comidas, roupas, moedas, salvavam moças da prostituição e cuidavam das crianças (século III- Ásia Menor)
Papai Noel→ presenteia as crianças obedientes e recompensa as pessoas de acordo com o esforço.Saturno→ divindade pagã responsável pela colheita e pela abundância (palavra vinda da raiz “Satur”= saturar→ hebraico Satan= opositor, adversário)
YHWH Adonay→ abençoa gratuitamente o ser humano e julga conforme nossas obras (Dt.28, Ez.24:14, Rm.14:10, 2Co.5:10).Pensem comigo: esse personagem natalino que também é o “deus Saturno” está sendo elevado ao mesmo nível do nosso Criador! Ele é mais lembrado que o Rei dos Reis e desde cedo admirado pelad crianças! O patrono da Maçonaria que se tornou santo e protetor dos pobres está todos os anos em nossas lojas, nas casas e escolas (até mesmo nas igrejas do mundo todo) e não nos apercebemos que tudo isso veio das trevas de Satan. Isso é paganismo. Tenho muitas provas culturais, históricas e biblicas nos dizendo para deixar Babilônia e irmos para o encontro do Eterno:”. ..Sai dela povo meu…” ( Ap.18:4). Cultuar Natal infelizmente é permanecer na terra de Semíramis,  Ninrode e Tammuz (a trindade) e ser condenado nas pragas do juízo vindouro.

10 motivos para não termos árvore de natal e não desejarmos feliz natal a ninguém

A leitura é um pouco extensa, mas se você ler com atenção principalmente o item 6, você nunca mais verá o Natal do mesmo jeito.

  1. Porque a escritura não manda celebrar o nascimento

2- Porque יהרהשע yauhushua não nasceu em 25 de dezembro. Esta data foi designada por Roma numa aliança pagã no século IV. A primeira intenção era cristianizar o paganismo e o cristianismo, de acordo com o calendário yauhudim (judeu) יהרהשע yauhushua nasceu entre os messes alul setembro bem no final e começando etani outubro a 3, congregação de יהרה yauhuh está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que já foi no mês de etani outubro significa a preparação do caminho. de יהרה yauhuh e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não prepara para Ele voltar.

4- O natal é uma festa que centraliza a visão do palpável e esquece do que é espiritual. Pra יהרהשע yauhushua o mais importante é o Reino de יהרה yauhuh que não é comida nem bebida, mas justiça e shuaoleym (corr paz) no rukha (espírito).

5- Porque o natal se tornou um culto comercial que visa render muito dinheiro. Tirar dos pobres e engordar os ricos. É uma festa de ilusão onde muitos se desesperam porque não podem comprar um presentinho para os filhos.

6- Porque esta festividade está baseada em culto à falsos deuses nascidos na Babilônia. Então, se recebemos o natal pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde receberam os pagãos? Qual a origem verdadeira?

O natal é a principal tradição do sistema corrupto, denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia. Seu início e origem surgiu na antiga Babilônia de Ninrode. Na verdade suas raízes datam de épocas imediatamente posteriores ao dilúvio.
Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo – Sistema de Competição Organizado – de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode, em hebraico, deriva de “Marad” que significa “ele se rebelou, rebelde”.
Sabe-se bastante de muitos documentos antigos que falam deste indivíduo que se afastou de יהרה yauhuh o homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje.

Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, e esta é a verdadeira origem da “árvore de natal”.

Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal senhor das moscas : o deus-sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo) transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora; o presépio é uma continuação do mesmo em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete, encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de יהרהשע yauhushua

7- Esta festa não glorifica a יהרהשע yauhushua pois quem a inventou foi a igreja católica romana, que celebra o natal diante dos ídolos (estátuas) יהרהשע yauhushua é contra a idolatria e não recebe adoração dividida.

8- Porque os adereços (enfeites) de natal são verdadeiros altares de deuses da mitologia antiga que (que são demônios): Árvore de Natal – é um ponto de contato que os demônios gostam. No ocultismo oriental os espíritos são invocados por meio de uma árvore. De acordo com a enciclopédia Barsa, a árvore de natal é de origem germânica, datando o tempo de São Bonifácio, foi adotada para substituir o sacrifício do carvalho de ODIM, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus Zeus theus menino. Leia a escritura e confira em Jeremias 10:3,4; I Reis 14:22,23; Deuteronômio 12:2,3; II Reis 17:9,10; Isaías 57:4,5; Deuteronômio 16:21 e Oséias 4:13.
As velas acendidas. faz renascer o ritual dos cultos ao deus sol.
As guirlandas – são símbolos da celebração memorial aos deuses, significam um adorno de chamamento e legalidade da entrada de deuses.
A escritura nunca anunciou que יהרהשע yauhushua pede guirlandas, ou que tenha recebido guirlandas no seu nascimento, porque em yaushorul (Israel) já era sabido que fazia parte de um ritual pagão. O presépio – seus adereços estão relacionados diretamente com os rituais ao deus-sol. É um altar de incentivo à idolatria, que é uma visão pagã.
A Palavra de יהרה yauhuh nos manda fugir da idolatria (I Coríntios 10:14,15; Gálatas 5:19,21). Papai Noel – é um ídolo, um santo católico chamado Nicolau, venerado pelos gregos e latinos em dezembro, sendo que sua figura é a de um gnomo buxexudo e de barba branca. O gnomo de acordo com o dicionário Aurélio é um demônio da floresta.

Troca de presentes – na mitologia significa eternizar o pacto com os “deuses”.
Ceia de Natal – um convite à glutonaria nas festas pagãs ao deus-sol o banquete era servido a meia-noite.

9- O natal de יהרהשע yauhushua nunca teve e nunca terá e nem tem mais nenhum sentido profético pois na verdade todas as profecias que apontavam para sua primeira vinda à erets (terra) já se cumpriram. Agora nossa atenção de se voltar para sua Segunda vinda.

10- A festa de natal traz em seu bojo um clima de angústia e tristeza, o que muitos dizem ser saudades de יהרהשע yauhushua mas na verdade é um rukha (espírito) de opressão que está camuflado atrás da tradição de um Jesus da igreja romana que se infiltrou em muitas denominações.


Natal Deus sol mitra
Ano novo Deus jano/ Duas caras
Junina deus juno. Moloch. Oferecendo crianças na fogueira.
Pascoa. Astarote asherat deusa da fertilidade rainha dos céus.

Agora as festas das escritura alguém sabe comemora, celebra, lembra que o próprio Criador estabeleceu?

pessach (corr Pascoa) shavuot (corr pentencoste) yom kipuor dia do perdão sucot Festa das cabanas dia do colheita shabat alguém?

E vem um e diz não ter nada de mais. 🤔 será estudem e pesquisem ass.📝 …✏Marcelo remanescente amnao shuaoleym

De acordo com Flávio Josefo (2005), Maquir era um dos principais da província de Gileade; homem de muitas posses. Tanto, que, conforme é relatado em 2Samuel 17.27-29, foi capaz de fornecer suprimentos a Davi e ao seu exército, quando do levante de Absalão. Maquir era descendente de um outro Maquir, mencionado em Deuteronômio 3.15, filho mais velho de Manassés, “homem de guerra” (Josué 17.1), que recebera o território de Gileade depois da conquista de Canaã.
Segundo Champlim (2001, p. 1267), Maquir, possivelmente, havia “sido um simpatizante da causa de Saul, mas Davi logo o conquistou para defender o novo regime”, o que é evidenciado por sua atitude em 2Samuel 17.27-29. Foi justamente esse homem abastado e valoroso que, conforme explica Josefo (2005), educou Mefibosete em Lo-dᵉbar, certamente, oferecendo-lhe tudo do bom e do melhor. Até porque, não havia como um homem aleijado sobreviver naquela época sem a caridade de alguém.
Mefibosete foi tão abençoado durante o período em que esteve com Maquir que conseguiu até se casar! Porquanto, ainda que o texto não diga isso explicitamente, pode-se facilmente chegar a essa conclusão a partir da asserção de que ele tinha um filho (2Samuel 9.12). Ora, se hoje há discriminação para com os deficientes, imagine naquela época. Mas mesmo assim, Mefibosete conseguiu casar! Se isso for desgraça, como dizem aqueles que insistem em apregoar o sofrimento do filho de Jônatas, não sei o que pode ser considerado bênção.
Quanto à cidade na qual o jovem coxo vivia, cabe ressaltar que muito do que se fala a seu respeito não condiz com a realidade bíblica. Até porque, não há nada no contexto que justifique a ideia de que Lo-dᵉbar era uma cidade desértica, onde só havia sofrimento. Aliás, asseverar que Lo-dᵉbar é lugar de sofrimento, não faz sentido nenhum, visto que, segundo a Bíblia, o sofrimento não é resultado da região em que nos encontramos, mas do pecado. Não fosse o desejo humano de dominar sobre o outro, Mefibosete não precisaria fugir. Logo, não teria ficado coxo. Além do mais, o único lugar ao qual a Escritura associa o sofrimento é o mundo. O próprio Jesus diz: “[…] no mundo tereis aflições […]” (João 16.33). Por conta disso, em todos os lugares há pessoas sofrendo, seja em Lo-dᵉbar ou num país de primeiro mundo.
Ademais, sobre o local que abrigou o filho de Jônatas, Baldwin (1997) e Champlim (2001) salientam que Lo-dᵉbar se tratava de um nome alternativo para Dᵉbir, cidade situada a leste do Jordão, próxima da margem sul do mar de Quinerete (atual mar da Galileia). Sendo assim, a afirmação de que Lo-dᵉbar era caracterizada pela carestia é uma falácia, porque nenhuma cidade próxima de um lago de água doce com 21 quilômetros de comprimento, 12 de largura e cerca de 40 metros de profundidade, viverá tal escassez. É justamente por isso, que ao longo da história grandes civilizações foram erguidas ao redor de rios.
Na história de Israel Lo-dᵉbar nunca foi um lugar mal visto ou sem importância. Na verdade, a Bíblia relata que os israelitas se regozijaram com sua reconquista (2Rs 14.25; Am 6.13), visto que ela e outras cidades haviam sido tomadas pela Síria (2Rs 10.32-35). A luz desse episódio cabe-nos indagar: se, de fato, Lo-dᵉbar fosse um local esquecido pelo povo, uma terra infértil, por que recuperá-la? Por que se regozijar com sua agregação ao território de Israel?
Outrossim, uma análise etimológica do nome da cidade revela mais erros interpretativos. Porquanto, o nome não dá indicações de que se tratava de um lugar ermo, haja vista que o termo hebraico dᵉbar é derivado de dābār, que, embora possua uma considerável gama de significados, refere-se especialmente ao uso da palavra falada. Tanto, que o termo é empregado, inclusive, para referir-se à Palavra do Senhor (dᵉbar yhwh). Aliás, a expressão dᵉbar yhwh ocorre 242 vezes no Antigo Testamento. Soma-se a isso o fato de que o plural de dābār é dᵉbarim (palavras). A ligação entre dābār e dᵉbar é tão forte e evidente que na Septuaginta o termo é transliterado como lodabar. Destarte, conquanto muitos traduzam dᵉbar como pasto (ou pastagem), essa tradução é imprópria, uma vez que o termo hebraico para pastagem é dôber. Acerca desta palavra vale salientar que, segundo alguns lexicógrafos, sua origem vem de uma raiz diferente da qual derivou dābār, daí o significado distinto (HARRIS; JR e WALTKE, 1998).
À luz dessas informações, fica fácil compreender o significado real de Lo-dᵉbar, pois o termo Lo é uma das poucas coisas que os pregadores pós-modernos traduzem corretamente quando o assunto é a cidade que abrigou Mefibosete. Realmente, ele é uma partícula de negação. Assim, podemos asseverar que Lo-dᵉbar significa “sem palavra” ou “sem assunto”. Isto é, o escritor, propositalmente, emprega esse nome em vez de dᵉbir, a fim de destacar que não havia assunto entre a casa de Davi e a de Saul. Certamente, porque os descendentes de Saul temiam que o novel rei os assassinasse.
O impressionante é que nenhum dos hagiógrafos dá tanta atenção à Lo-dᵉbar como fazem os pregoeiros do mundo gospel. Em 2 Samuel 9 a cidade não é o centro da narrativa, e, muito menos, Mefibosete. O ponto central é graça. O tratamento bondoso dispensado ao jovem coxo contrasta com o costume oriental “de exterminar a descendência masculina da família real adversária” (LASOR, 1999, p. 202). De acordo com a cultura, o neto de Saul deveria morrer. Davi, porém, mostra graça, tal como o próprio Deus fizera com ele elevando-o ao trono e dando-lhe descanso de seus inimigos (2Sm 7.1), ainda que o filho de Jessé não merecesse nada disso. Afinal de contas, tanto Davi quanto Mefibosete eram pecadores, carentes da graça divina.
A condescendência de Davi deve ter impressionado a muitos, haja vista que como se ressaltou acima, de acordo com a cultura oriental, a atitude natural seria o extermínio de toda a descendência de Saul. Era isso que a maioria esperava dele. Até porque, havia uma profecia que apontava para a perpetuação de sua dinastia (2Sm 7.12). O próprio Mefibosete se manteve escondido justamente por essa razão. Porque, mesmo sendo deficiente e não oferecendo ameaça ao trono de Davi, o pensamento da época requeria sua morte.
Contudo, o rei prometera a Saul (1Sm 24.16-22) e a Jônatas (1Sm 20.12-16) que quando reinasse não desarraigaria sua descendência. É claro que tal pacto não privava Davi de sua liberdade, pois ele poderia muito bem, já que ambos haviam falecido, olvidar-se da palavra firmada e eliminar a casa de Saul. Não obstante, o rei decide mostrar graça, o que fica patente na palavra hebraica por ele empregada, a saber: hesed. Este termo dá a ideia de uma atitude de amor que ultrapassa os limites da mera obrigação. Conforme explicam Harris, Jr. e Waltke (1998, p. 698), “a hesed é gratuitamente concedida. É essencial a liberdade para decidir. A ajuda é vital, alguém está em posição de ajudar, e o ajudador o faz dentro de sua própria liberdade”. Isto é, Davi não foi coagido pela promessa, ele fez porque quis, impulsionado por seu amor a Jônatas.
Todavia, o que chama atenção no texto é o caráter imerecido da bênção que alcança Mefibosete. O pacto de Davi não era com ele. Na verdade, eles nem se conheciam! Por que alguém daria os benefícios de um príncipe a um homem coxo? As deformidades físicas eram consideradas julgamentos divinos. Por essa razão, as pessoas entendiam que o indivíduo, de alguma maneira, merecia o infortúnio. Davi, entretanto, diferente da maioria dos pregadores, não atenta para a desgraça de Mefibosete, mas vê naquela situação a oportunidade de mostrar a “beneficência de Deus” (2Sm 9.3).
Nós éramos como Mefibosete, deficientes, distantes do Pai. Afinal, ele fora separado de Jônatas ainda em tenra idade. De igual modo, desde a infância permanecemos longe do Senhor. Mas Ele, movido por Seu amor, quis mostrar sua beneficência para conosco, ainda que não merecêssemos. Para tanto, tal como fez Davi, Ele não buscou alguém digno de receber seu favor, pois queria apenas alguém, não importando sua condição física, moral ou espiritual. Ele decidiu nos resgatar do lamaçal do pecado, dando-nos uma posição privilegiada em Seu Reino, adotando-nos como filhos. Mefibosete esperava a espada, mas recebeu graça; nós merecíamos, de fato, a espada, o juízo divino, porém Ele nos ofereceu seu amor incondicional.
Não importa que nome o filho de Jônatas possuísse, se era Mefibosete (vergonha), como aparece em 2Samuel 4.4, ou Meribe-Baal (Baal é advogado), conforme o relato de 1Crônicas 8.34, o que fez a diferença em sua vida foi a graça divina, e não o registro civil. Isto porque, nenhum homem, por mais que possua um nome com um significado agradável ou que goze de saúde perfeita, pode viver sem a graça do Senhor; seja a graça salvadora ou a graça comum, todos dependemos do favor de Deus. Defender a ideia de que o favor divino para com Mefibosete só foi manifestado quando Davi decidiu ajudá-lo é negar a graça comum, ou seja, a bondade que o Senhor derrama sobre todo ser humano.
No entanto, a fim de elucidar as questões relativas à variação do nome do neto de Saul, sublinho que concordo com Champlim (2001, p. 4744). Pois, a esse respeito, ele assevera que a substituição de Baal (nome de uma divindade Cananeia) por Bosete (vergonha) foi

propositalmente feita por algum escriba posterior (ou mesmo pelo autor original), que não tolerava escrever o nome de um deus cananeu, associado a uma das famílias reais de Israel. Porém, pode escrever “vergonha” (Bosete), demonstrando o seu desprazer, diante desse nome, aplicado a um dos netos de Saul. A mesma variação pode ser encontrada no caso do nome ls-bosete (ver II Sam. 2:8 e I Crô. 8:33).
Cada detalhe aqui exposto revela o caráter putativo das asserções feitas em uma das homilias mais famosas do evangelicalismo pós-moderno. Com base no que vimos, é possível identificar a maior carência do povo que se autodenomina evangélico: a Escritura. Por conta do analfabetismo bíblico muitos têm sido arrastados pelos ventos de doutrina (Ef 4.14). O que o pastor ou o pregador famoso declaram torna-se uma verdade inquestionável. Que absurdo! O que fizemos com os princípios da reforma? Jogamos no lixo?
Precisamos voltar ao princípio! Despojar-nos de todo colesterol e gordura que nos foi acrescentado pelos movimentos surgidos no século XX, para sermos curados dessa enfermidade que tem levado muitos à morte, e morte eterna. É necessário mais Bíblia e menos emocionalismo, mais Deus e menos homem, mais graça e nenhum mérito. Só assim, erros como os que foram descritos neste artigo serão expurgados. O Senhor nos abençoe!
Pr. Cremilson Meirelles
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALLEN, Clifton J. Comentário Bíblico Broadman. Tradução de Arthur Anthony Boorne. 2 ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994. 3 v.

BALDWIN, Joyce G. 1 e 2 Samuel, introdução e comentário – Série cultura bíblica.
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CHAMPLIM, Russel Norman, 1933- O Antigo Testamento Interpretado: versículo por versículo: volume 2: Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis. 2 ed. São Paulo: Hagnos, 2001.

___________, 1933- O Antigo Testamento Interpretado: versículo por versículo: volume 6: Dicionário – A – L. 2 ed. São Paulo: Hagnos, 2001.

___________, 1933- O Antigo Testamento Interpretado: versículo por versículo: volume 7: Dicionário – M – Z. 2 ed. São Paulo: Hagnos, 2001.

FLESCH, Cecília, et al. Triunfo da Mentira: um projeto político fundamentado em farsas e supostas verdades. Eclética, Julho/Dezembro, 2005. Disponível em: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/media/7%20-%20triunfo%20da%20mentira.pdf

HARRIS, R. Laird; JR, Gleason L. Archer; WALTKE, Bruce K. Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.

LASOR, William S; HUBBARD, David A; BUSH, Frederic W. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1999.

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