Temos que discutir a lei da “Meia Entrada” e o uso da Carteirinha da UNE


Veja 7 argumentos contrários a emissão de carteiras estudantis ligadas a UNE:

A quem realmente interessa as carteirinhas estudantis da UNE?

1º) Inclusão Social tem que ser a conseqüência natural de um mercado livre e concorrencial:

A finalidade (o fim último) do mercado não é inclusão social, mas este acaba sendo naturalmente uma conseqüência quando o mercado cresce e não quando o Estado cresce: A finalidade do mercado é gerar riquezas. Quando isso acontece, o próprio mercado aumenta a concorrência e a oferta de serviços, sendo obrigados a baixar o preço das entradas em cinemas e show, por exemplo. É uma lei de mercado: “Quanto maior a oferta de cinemas e shows, menor o preço!” Quanto mais empresas ofertando bens e serviços, mais elas vão competir entre si e esse movimento mercadológico refletindo no preço. Assim, o próprio pobre e os estudante passam a ter mais acesso a cultura, arte, entretenimento e produtos gerados pelo próprio mercado livre e concorrencial. Quanto mais tivermos um mercado competitivo gerando riquezas e com o mínimo de interferência negativa do Estado, mais teremos a geração de bens e serviços para todos os níveis de consumidores (pobres, classe média e ricos).

2º) Dar Meia Entrada não resolve o problema do acesso à arte e à cultura:

Essa lei é uma imposição estatal ao mercado. Quando o mercado é obrigado compulsoriamente pelo Estado a bancar uma “inclusão social/cultural” isso tem um nome: socialismo. Dar meia entrada é o Estado fazendo cortesia com o chapéu alheio e nunca resolveu o problema do acesso à arte e à cultura.

3º) Dar Meia Entrada é Injusto:

Os donos dos estabelecimentos comerciais não ficam no prejuízo e acabam rateando a média de quanto eles vão deixar de ganhar com a Meia Entrada e repassam o prejuízo injustamente para os outros pagantes.

4º) Dar Meia Entrada é criar uma classe de privilegiados:

Você pode até achar que os outros pagantes tem condições de pagar o prejuízo dos donos dos estabelecimentos, mas se você pensar que a maioria dos pobres continuarão excluídos de acesso arte, então verá que essa lei é injusta. O pobre que não é estudante continuará sem acesso ao cinema, por exemplo. Então, concluímos que o Estado ao fazer a lei da Meia Entrada, criou uma classe social de privilegiados: os estudantes da UNE. O egoísmo cega quem tem a carteirinha da UNE, que só pensa que ele tem um “direito” protegido pelo Estado através de leis, então não não tá nem aí se o pobre continua excluído, porque continuará não podendo pagar para assistir a um filme no cinema.

5º) Meia Entrada é trapaça:

Além de não resolver o problema da dificuldade dos pobres terem acesso a arte, a carteirinha  da UNE foi criada com a intensão de dar poder e dinheiro à UNE. Todos querem ter a carteirinha para fazer parte da classe de privilegiados que obterão vantagem sobre a maioria. Portanto, concluímos que quem tem carteirinha não está trapaceando de forma legal, mas está trapaceando de forma moral e impedindo o desenvolvimento do próprio mercado, da própria arte e cultura no Brasil.

6º) Não podemos dar dinheiro para a UNE:

Mesmo que a entidade que emite a carteirinha não seja a UNE, todas elas são obrigadas serem ligada a UNE. A UNE é um poder paralelo ao Estado e se comporta como uma verdadeira máfia. Ela deveria ser uma ONG, mas existe exatamente para ter fins lucrativos. Além de receber dinheiro do Governo Federal, ninguém nunca mexeu na “caixa preta” da UNE para saber quanto ela ganha e para onde vai esse dinheiro. Não é atoa que querem abrir a CPI da UNE, mas o poder da máfia é tão grande que ninguém ousou fazer isso. Portanto, temos que investigar e acabar com entidades que só USAM OS ESTUDANTES para seus próprios interesses, como a UNE e não dar dinheiro para elas!

7º) A obrigatoriedade de mandar dinheiro para a UNE é uma arbitrariedade:

As instituições de ensino podem e devem emitir suas próprias carteirinhas para seus estudantes. As instituições podem fazer isso só para o estudante poder se identificar, ou para buscarem livremente descontos e promoções em estabelecimentos conveniados: academias, restaurantes, cinemas, livrarias… A UNE não pode impedir que instituições de ensino emitam as carteirinhas, independentemente se vão mandar ou não dinheiro para a para a UNE.

Veja bons exemplos de auto-regulamentação do mercado e como o próprio mercado sabe, melhor que o Estado, como dar descontos:

  • Só existem cinemas nos shoppings porque eles atraem pessoas para as praças de alimentação e que depois passearão olhando vitrines e entrando em lojas. O Supermercado Bretas, por exemplo, vendem ingressos de cinema do Goiânia Shopping com 50% de desconto.
  • Só existe “dobradinha de chopp” na sexta-feira, para levar as pessoas para continuarem bebendo depois das 20h. Em Goiânia, no condomínio de food-trucks chamado Sabores, há sempre a dobradinha de chopp para atrair clientes que depois irão escolher em qual truck comprarão seus lanches.

Conclusão:

A lei da Meia Entrada com carterinha da UNE e a própria UNE são duas coisas que precisa acabar de vez no Brasil. Isso só acontecerá com a consciência da população de que precisamos sair do Capitalismo de Estado para entramos num Capitalismo de Livre Mercado Concorrencial.

Wesley Porfírio

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