A Cosmovisão Reformada X O Pensamento Conservador


O pensador conservador Kirk dizia que a Religião Cristã e a Civilização Ocidental são “inimagináveis separadas uma da outra.” e que toda cultura surge da religião. “Quando a fé religiosa decai, a cultura também decai.”

Kirk baseou seu conservadorismo Burkeano na tradição, na filosofia política, e na forte fé em Deus do final de sua vida, e não no libertarianismo e no livre mercado.

Em seu livro “The Conservative Mind” (A Mente Conservadora) Kirk fala pouco sobre economia, mas em sua visão sobre os postulados liberais clássicos são positivos. Ele concorda com eles na existência de uma liberdade ordenada e no combate à ameaça do despotismo democrático (demagogia populista) e o coletivismo.

É possível ser um calvinista e conservador ao mesmo tempo?

Mas será que todo o pensamento conservador é cristão?

Será que há alguma incoerência ou falta de conformidade deste pensamento com correta cosmovisão bíblica?

O objetivo deste artigo é levar o leitor a analisar tanto a cosmovisão reformada, quanto o pensamento conservador, levantando mais perguntas do que respostas. Obviamente as respostas serão dadas a medida em que ambas visões forem sendo analisadas individualmente.

Duas Playlist:

1ª) Playlist de vídeos explicando a Cosmovisão Reformada

2ª) Playlist de vídeos explicando o Pensamento Conservador

Série de vídeos para quem quer aprender mais sobre o conservadorismo e a sua visão de mundo.

Justificativa:

Muitas pessoas tem me perguntado: Wesley, por que um teolando reformado como você, se interessa tanto pelo pensamento conservador?

A minha resposta é simples:

Na minha cosmovisão reformada, eu creio na graça comum dentro de uma perspectiva histórico-redentiva onde a soberanina de Deus conduz e controla a história da humanidade dando ao homem, pela “imago Dei”, capacidade de construir a Civilização Ocidental com base numa cultura extremamente influenciada pela moral e ética judaico-cristã. Logo, podemos tomar o coselho paulino “Julgai todas as coisas, retende o que é bom.” (1 Tessalonicenses 5:21) e analisar o pensamento conservador, colocando-o a prova a luz da Palavra de Deus objetivando a revelação da Glória de Deus.

Wesley Porfírio, administrador de empresas e teologando reformado.

Em primeira análise, a própria cosmovisão cristã é uma das responsáveis pela criação do pensamento conservador. Assim como o estudo de outras ciências como, história, filosofica, religião, as línguas (portuguesa, inglesa, hebraica e grega), linguística, sociologia, psicologia, artes, teologia, poimênica, hermenêutica, exegese, oratória, homilética, aconselhamento noutético, comunicação, cosmovisão, apologética, missiologia, tecnologia, etc., são necessários para a formação de um bom teólogo reformado, também é importantíssimo o estudo das várias linhas de pensamento a luz da cosmovisão reformada, como o estudo do pensamento conservador.

Análise Comparativas:

Neste sentido, a minha intensão aqui é apresentar uma playlist de vários vídeos que o ajudarão a ter uma visão do pensamento conservador e algumas análises comparativas.

1ª Playlist) A COSMOVISÃO REFORMADA:

Apenas 50 vídeos para você entender um pouco como pensa um calvinista raíz.
Edmund Burke
No século XIX Burke inspirou tanto conservadores quanto Liberais. Subsequentemente, no Século XX, Burke foi amplamente reconhecido como o fundador do conservadorismo moderno.

2ª Playlist) O PENSAMENTO CONSERVADOR:

10 PRINCÍPIOS CONSERVADORES

10 Princípios Conservadores – Russell Kirk: (De VEJA – Constantino)

1) Primeiro, o conservador acredita que há uma ordem moral duradoura.

Essa ordem é feita para o homem, e o homem é feito para ela: a natureza humana é uma constante, e as verdades morais são permanentes. Nosso mundo do século XX experimentou as terríveis consequências do colapso da crença em uma ordem moral. Tal como as atrocidades e os desastres ocorridos na Grécia do século V antes de Cristo, a ruína de grandes nações no nosso século mostra o abismo no qual caem as sociedades que confundem o auto interesse inteligente ou controles sociais engenhosos com alternativas agradáveis a uma ordem moral ultrapassada.

2) Segundo, o conservador adere aos costumes, à convenção e à continuidade.

A continuidade é o meio de unir geração a geração; importa tanto para a sociedade quanto para o indivíduo; sem ela, a vida não faz sentido. Os conservadores são defensores dos costumes, da convenção e da continuidade, porque preferem o mal que conhecem ao mal que não conhecem. A lembrança, feita por Burke, da necessidade de uma mudança prudente está sempre na mente dos conservadores; mas a necessária mudança, argumentam, deve ser gradual e judiciosa, nunca desenraizando antigos interesses de um só golpe.

3) Terceiro, os conservadores acreditam no que se pode chamar de princípio da consagração pelo uso.

Os conservadores percebem que as pessoas da era moderna são anões nos ombros de gigantes, capazes de enxergar muito além dos antepassados apenas por causa da grande estatura daqueles que os precederam. Conservadores afirmam ser improvável que nós, modernos, façamos qualquer descoberta nova e extraordinária em moral, política ou gosto.

4) Quarto, os conservadores são guiados pelo princípio da prudência. Complexa como é a sociedade humana, as soluções não podem ser simples, se têm de ser eficazes.

O conservador declara agir somente após suficiente reflexão, tendo sopesado as consequências. Reformas rápidas e agressivas são tão perigosas quanto cirurgias rápidas e agressivas.

5) Quinto, os conservadores prestam atenção ao princípio da variedade.

A sociedade almeja por uma liderança honesta e capaz; se as diferenças naturais e institucionais entre as pessoas forem destruídas, em breve algum tirano ou alguma sórdida oligarquia criarão novas formas de desigualdade.

6) Sexto, os conservadores são disciplinados pelo princípio de imperfectibilidade.

Por ser o homem imperfeito, uma ordem social perfeita jamais pode ser criada.

7) Sétimo, os conservadores estão convencidos de que a liberdade e a propriedade estão intimamente ligadas.

A instituição das diversas propriedades – isto é, da propriedade privada – é até hoje um poderoso instrumento para ensinar responsabilidade a homens e mulheres, para dar incentivos à integridade, apoiar a cultura geral, elevar a humanidade acima do nível de uma mera lida repetitiva e opressora e proporcionar as horas vagas para pensar e a liberdade para agir.

8) Oitavo, os conservadores defendem comunidades voluntárias, da mesma forma que se opõem a um coletivismo involuntário.

O que quer que seja beneficente e prudente numa democracia moderna é possibilitado por volições cooperativas. Se, portanto, em nome de uma democracia abstrata, as funções da comunidade são transferidas a uma direção política distante – ora, aí o verdadeiro governo pelo consentimento dos governados dá ensejo a um processo padronizante, hostil à liberdade e à dignidade humana.

9) Nono, o conservador vê a necessidade de limites prudentes sobre o poder e as paixões humanas.

A anarquia nunca dura muito, por ser intolerável para todos e contrária ao fato inelutável de que algumas pessoas são mais fortes e inteligentes que seus semelhantes. À anarquia se sucedem a tirania ou a oligarquia, nas quais o poder é monopolizado por uns poucos. É uma característica do radical pensar no poder como uma força para o bem – desde que o poder recaia em suas mãos. Sabendo que a natureza humana é uma mistura de bem e mal, o conservador não deposita a confiança na mera benevolência. Restrições constitucionais, freios e contrapesos políticos, um cumprimento adequado das leis, a velha e intricada rede de restrições sobre a vontade e o apetite – são aprovados pelo conservador como instrumentos da liberdade e da ordem. Um governo justo mantém uma tensão saudável entre as pretensões da autoridade e as pretensões da liberdade.

10) Décimo, o conservador razoável entende que a permanência e a mudança devem ser reconhecidas e reconciliadas em uma sociedade vigorosa.

O conservador, em suma, favorece um progresso refletido e moderado; opõe-se ao culto do progresso, cujos devotos acreditam que tudo o que é novo é necessariamente superior ao que é antigo.

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